As datas comemorativas no Japão são parte essencial da vida social e cultural, e, como destaca o viajante do mundo, mas principalmente do Japão e Itália, Alberto Toshio Murakami, muitas dessas celebrações vão muito além de simples feriados, funcionando como momentos de encontro, memória e identidade coletiva. Para quem se interessa por cultura oriental ou planeja visitar o país, entender esses eventos ajuda a aproveitar experiências que revelam o Japão mais autêntico.
Venha neste artigo quais são esses festivais e como se programar para assisti-los!
Por que os festivais são tão importantes na cultura japonesa?
Os festivais, conhecidos como matsuri, estão profundamente ligados ao xintoísmo e ao budismo, religiões que influenciam grande parte das tradições japonesas. Historicamente, essas celebrações surgiram como formas de agradecer boas colheitas, pedir proteção contra desastres naturais e homenagear divindades locais.

Mesmo com a urbanização intensa, esses eventos continuam ocupando ruas, praças e templos. Alberto Toshio Murakami apresenta que os festivais ajudam a manter laços comunitários, especialmente em bairros onde moradores se organizam durante semanas para preparar desfiles, apresentações e barracas de comida.
Venha conhecer os principais a seguir!
Ano Novo japonês: a principal celebração do calendário
O Ano Novo, chamado de Shōgatsu, é considerado o feriado mais importante do Japão, isso porque, diferente de outros países, onde a virada costuma ser marcada por festas públicas, no Japão esse período é fortemente voltado à família e à espiritualidade.
Nos primeiros dias do ano, é comum visitar templos para agradecer pelo ano que passou e pedir sorte para o novo ciclo. As casas são decoradas com enfeites tradicionais e as famílias preparam refeições específicas, como o osechi ryori, um conjunto de pratos simbólicos que representam prosperidade, saúde e felicidade. Tal como explica o viajante, Alberto Toshio Murakami, esse momento reforça valores de renovação e respeito aos antepassados.
Golden Week e o impacto no turismo
A chamada Golden Week é um conjunto de feriados que ocorre entre o final de abril e o início de maio. Durante esse período, milhões de japoneses aproveitam para viajar, visitar familiares ou participar de eventos culturais.
Cidades turísticas ficam especialmente movimentadas, e atrações costumam operar com grande fluxo de visitantes. Conforme frisa Alberto Toshio Murakami, para quem planeja viajar ao Japão nessa época, é importante se organizar com antecedência, pois as passagens, hotéis e ingressos se esgotam rapidamente.
Apesar do movimento intenso, a Golden Week também é uma oportunidade para observar diversas celebrações locais, que ganham força justamente por conta do aumento do turismo interno.
Obon: o festival em homenagem aos ancestrais
O Obon acontece geralmente em agosto e tem como principal objetivo homenagear os espíritos dos antepassados. Durante esse período, muitas pessoas retornam às cidades natais para visitar túmulos familiares, participar de cerimônias religiosas e se reunir com parentes.
As danças tradicionais conhecidas como Bon Odori são realizadas em praças e parques, reunindo moradores e visitantes em celebrações que misturam respeito e alegria. Conforme informa Alberto Toshio Murakami, o Obon é um dos momentos mais emocionantes do calendário japonês, pois reforça a conexão entre gerações e a importância da memória familiar.
Setsubun e os rituais de purificação
O Setsubun marca simbolicamente a transição entre o inverno e a primavera, alude Alberto Toshio Murakami. Nessa data, as pessoas realizam o ritual de lançar grãos de soja para fora de casa, enquanto dizem frases que representam o afastamento de maus espíritos e a atração de boa sorte.
Esse costume é praticado tanto em residências quanto em templos, onde figuras públicas e monges participam de cerimônias abertas ao público. Apesar de parecer um gesto simples, o Setsubun carrega forte significado espiritual e mostra como tradições simbólicas ainda têm espaço no cotidiano moderno.
Tanabata: o festival das estrelas
O Tanabata é celebrado em julho e tem origem em uma antiga lenda que fala sobre dois amantes separados pela Via Láctea, que podem se encontrar apenas uma vez por ano. Durante o festival, as pessoas escrevem desejos em tiras de papel colorido e os penduram em ramos de bambu.
Ruas e centros comerciais são decorados com enfeites elaborados, criando um ambiente festivo e bastante visual. A partir disso, Alberto Toshio Murakami explica que o Tanabata combina romantismo, esperança e participação popular, sendo especialmente popular entre crianças e jovens.
Festivais regionais e identidade local
Além dos feriados nacionais, cada região do Japão possui seus próprios festivais, muitos deles ligados à história local, a batalhas antigas, a colheitas específicas ou a divindades protetoras. Alguns eventos são conhecidos internacionalmente, enquanto outros permanecem quase exclusivos das comunidades locais.
Esses festivais regionais ajudam a preservar danças, músicas e trajes tradicionais que poderiam se perder com o tempo. O viajante do mundo menciona que eles também fortalecem o turismo cultural, atraindo visitantes interessados em experiências menos comerciais e mais ligadas à vida real das cidades.
A comida típica como parte das comemorações
Nenhum festival japonês acontece sem comida típica. As barracas vendem pratos como takoyaki, yakisoba, doces tradicionais e bebidas sazonais. Em datas específicas, certos alimentos são preparados exclusivamente para aquela celebração, carregando significados simbólicos.
Esse aspecto gastronômico também contribui para a preservação das tradições, pois receitas são transmitidas entre gerações. Segundo Alberto Toshio Murakami, experimentar esses pratos durante os festivais é uma das melhores formas de vivenciar a cultura japonesa de maneira completa.
Por que participar de festivais transforma a experiência de viagem?
Para o visitante estrangeiro, acompanhar um festival é uma oportunidade única de ver como a cultura japonesa se manifesta de forma espontânea e coletiva. Diferente de atrações turísticas formais, os matsuri envolvem moradores, crianças, idosos e voluntários em um grande esforço comunitário.
Além disso, esses eventos oferecem contato direto com música, dança, culinária e religiosidade local. Por isso, Alberto Toshio Murakami frisa que quem participa de um festival no Japão costuma voltar para casa com uma compreensão muito mais profunda do país e de seus valores sociais.
Autor: Demidov Lorax