Habituada a mudanças de moeda, de governo e de mercado ao longo de mais de 40 anos, a Rede GTB, rede tradicional no Rio de Janeiro, encara o controle de estoque como uma das bases da saúde financeira da revenda. Em um negócio que movimenta grandes volumes todos os dias, diferenças aparentemente pequenas entre o volume registrado e o volume real se acumulam rapidamente. Evaporação, vazamentos, falhas de medição, erros de lançamento e desvios produzem perdas que nem sempre aparecem de imediato no caixa. Quando finalmente são percebidas, muitas vezes já comprometeram o resultado de semanas ou meses de operação.
Como funciona o controle de estoque de combustíveis?
O ponto de partida é o Livro de Movimentação de Combustíveis, documento obrigatório para os postos revendedores. Nele são registrados, diariamente e para cada produto, o estoque de abertura, os volumes recebidos, as vendas por bico e o estoque de fechamento apurado por medição nos tanques. A Portaria DNC n.º 26/1992 estabelece que variações superiores a 0,6% do estoque físico precisam ser justificadas, o que torna a precisão das anotações uma exigência regulatória, e não apenas gerencial. A temperatura também interfere, porque o combustível dilata no calor e se contrai no frio.
A tecnologia reduziu boa parte da margem de erro das medições manuais. Sensores instalados nos tanques informam o nível do produto em tempo real, enquanto os sistemas de automação integram bombas, vendas e registros fiscais em uma mesma plataforma. Com os dados organizados, qualquer divergência pode ser identificada no mesmo dia, e não apenas no fechamento do mês. A agilidade ganha ainda mais relevância em operações que não param, como a da Rede GTB, cujas unidades funcionam 24 horas por dia há mais de duas décadas e registram movimentação em todos os turnos.

Onde nascem as diferenças entre tanque e sistema?
As origens das perdas são variadas e exigem abordagens distintas. A evaporação é natural, sobretudo na gasolina, e pode ser minimizada com equipamentos adequados e descargas bem conduzidas. Vazamentos em tanques e tubulações representam risco financeiro e ambiental, razão pela qual os testes periódicos de estanqueidade são indispensáveis. Bombas descalibradas também distorcem os números, e a verificação metrológica realizada pelo Inmetro garante que o volume entregue ao consumidor corresponda ao exibido no visor. Erros humanos de lançamento, como trocas de produto ou registros duplicados, completam a lista e costumam ser corrigidos com treinamento.
O momento do recebimento é outro ponto sensível, visto que conferir o volume descarregado, os lacres do caminhão, a nota fiscal e a qualidade do produto evita que o posto pague por combustível que não entrou em seus tanques. A disciplina nesse processo ganha peso adicional na rotina, já que a Rede GTB trabalha tanto com postos bandeirados quanto com bandeira branca, e cada modelo tem a própria dinâmica de compra e entrega. Procedimentos padronizados de conferência reduzem a margem para falhas e para desvios ao longo da cadeia.
Conciliação de recebíveis fecha a outra ponta do caixa
Controlar o combustível que entra e sai resolve apenas metade da equação. A outra metade está no dinheiro que deveria chegar à conta após cada venda. Pagamentos com cartão envolvem taxas diferentes por bandeira, prazos variados de liquidação e eventuais cobranças indevidas, que passam despercebidas sem uma conferência sistemática. No caso da Rede GTB, que revende combustíveis líquidos e GNV, a conciliação precisa separar com clareza cada produto, uma vez que margens, volumes e fornecedores variam de um combustível para outro.
A integração entre estoque e financeiro permite uma leitura completa do negócio, na qual cada litro ou metro cúbico vendido precisa corresponder a um valor efetivamente recebido. Quando os dois controles conversam, fica mais fácil identificar se uma diferença nasceu na pista, no tanque ou na operadora de pagamento. A gestão ganha precisão para negociar taxas, rever processos e treinar equipes com base em dados concretos. Perdas evitadas no estoque e no caixa abrem espaço para investir em segurança e atendimento sem comprometer os preços competitivos que marcam a trajetória da Rede GTB.