Conforme Tiago Schietti, cemitérios e crematórios exercem uma função social indispensável, mas também estão associados a impactos ambientais que precisam ser cuidadosamente controlados. O licenciamento ambiental surge, nesse contexto, como um instrumento fundamental para garantir que essas atividades sejam realizadas de forma segura, legal e ambientalmente responsável.
Mais do que uma exigência burocrática, o licenciamento ambiental protege a saúde pública, preserva recursos naturais e oferece segurança jurídica aos gestores. Ignorar esse processo pode resultar em danos ambientais, penalidades legais e perda de credibilidade perante a sociedade. A seguir, abordaremos práticas que permitem integrar sustentabilidade e conformidade legal na gestão de empreendimentos.
O que é o licenciamento ambiental e qual sua finalidade?
O licenciamento ambiental é um procedimento administrativo que autoriza a localização, instalação, ampliação e operação de atividades potencialmente poluidoras ou capazes de causar impacto ambiental, como explica Tiago Schietti. No caso de cemitérios e crematórios, esse processo avalia riscos relacionados ao solo, à água, ao ar e ao entorno urbano.
A finalidade principal do licenciamento é assegurar que o empreendimento cumpra normas técnicas e ambientais, adotando medidas de prevenção, controle e mitigação de impactos. Assim, o poder público acompanha e fiscaliza a atividade desde o planejamento até a operação contínua.
Licenciamento ambiental como instrumento de proteção à saúde pública
O licenciamento ambiental não protege apenas o meio ambiente, mas também a saúde da população. No caso dos cemitérios, o controle do solo e da drenagem evita a contaminação de poços e cursos d’água. Já nos crematórios, o monitoramento das emissões reduz a liberação de poluentes nocivos.

Ao exigir padrões técnicos e monitoramento contínuo, o licenciamento contribui para a prevenção de doenças, odores, poluição e outros impactos que afetam diretamente a qualidade de vida das comunidades do entorno.
Responsabilidade legal e segurança jurídica para os gestores
Operar um cemitério ou crematório sem licenciamento ambiental expõe o gestor a riscos significativos, como aponta Tiago Schietti. Multas, embargos, ações civis públicas e até a interdição da atividade são consequências possíveis da irregularidade ambiental.
Por outro lado, empreendimentos devidamente licenciados contam com maior segurança jurídica. O cumprimento das exigências ambientais demonstra responsabilidade, reduz conflitos com órgãos fiscalizadores e fortalece a imagem institucional perante o poder público e a sociedade.
O papel da gestão ambiental contínua após o licenciamento
Obter a licença não encerra as responsabilidades ambientais. A gestão ambiental deve ser contínua, com cumprimento das condicionantes estabelecidas e monitoramento periódico dos impactos.
Relatórios técnicos, análises laboratoriais e manutenção de sistemas de controle fazem parte da rotina de empreendimentos licenciados. Essa gestão ativa evita passivos ambientais, antecipa problemas e reforça o compromisso com boas práticas operacionais.
Licenciamento ambiental e sustentabilidade no setor funerário
Por fim, o licenciamento ambiental também é um passo importante rumo à sustentabilidade no setor funerário, como reforça Tiago Schietti. Ele estimula o uso de tecnologias mais limpas, a adoção de práticas preventivas e a integração do empreendimento com o planejamento urbano e ambiental.
Ao respeitar o licenciamento, cemitérios e crematórios deixam de ser vistos apenas como espaços de destinação final e passam a ser reconhecidos como estruturas planejadas, responsáveis e alinhadas às demandas ambientais contemporâneas.
Um requisito técnico que reflete compromisso social
Em conclusão, a importância do licenciamento ambiental para cemitérios e crematórios vai além do cumprimento legal. Ele representa um compromisso com a vida, com a saúde pública e com o equilíbrio ambiental, mesmo em atividades associadas ao fim da vida.
Quando gestores compreendem o licenciamento como uma ferramenta de qualidade e responsabilidade, o setor funerário se fortalece, ganha credibilidade e contribui de forma mais consciente para o desenvolvimento sustentável das cidades.
Autor: Demidov Lorax