De acordo com o teólogo Jose Eduardo De Oliveira e Silva, o exercício do poder dentro da Igreja possui uma lógica radicalmente distinta das estruturas seculares de dominação e prestígio. A autoridade concedida pelo sacramento da ordem só encontra a sua legitimidade quando é exercida como uma entrega total em favor do rebanho.
Neste artigo, discutiremos como o governo das almas se fundamenta na obediência a Cristo, a importância da escuta no ministério presbiteral e como evitar as tentações do autoritarismo por meio da caridade. Siga a leitura e compreenda como a autoridade pastoral e o espírito de serviço se fundem para criar uma liderança transformadora e veja como o exemplo do ministro pode edificar a unidade da comunidade cristã.
Qual é o fundamento da autoridade pastoral e do espírito de serviço?
A autoridade na Igreja não é um privilégio pessoal, mas um encargo sagrado que visa a ordem, a verdade e a santificação dos fiéis. Conforme explica o sacerdote Jose Eduardo De Oliveira e Silva, o ministro não governa em nome próprio, mas em nome de Jesus, que veio para servir e dar a vida em resgate por muitos.
No exercício do múnus de governar, o sacerdote é chamado a ser o primeiro na caridade, demonstrando que a verdadeira liderança nasce da proximidade com as dores e as esperanças do povo. A autoridade pastoral e o espírito de serviço são faces da mesma moeda, onde o pastor só manda porque obedece primeiro à vontade do Pai e ao Magistério da Igreja.
Como evitar o clericalismo através da autoridade pastoral e espírito de serviço?
O risco de desviar o ministério para uma busca de status ou de controle pessoal é uma tentação que deve ser combatida com uma vida espiritual sólida. Jose Eduardo De Oliveira e Silva destaca que o clericalismo surge quando a autoridade é desvinculada do sentido de missão e de sacrifício por amor às almas.
A autoridade pastoral e o espírito de serviço exigem que o sacerdote esteja no meio do povo, partilhando as suas angústias sem perder a consciência da sua identidade consagrada. Essa proximidade não deve significar a renúncia ao papel de guia, mas sim uma forma de exercer a liderança de modo mais empático e eficaz, gerando confiança e fidelidade.

Qual é o impacto da autoridade pastoral e do espírito de serviço na evangelização?
Uma liderança sacerdotal que irradia a humildade de Cristo possui um poder de atração que as palavras sozinhas não conseguem alcançar. O Pe. Jose Eduardo De Oliveira e Silva ressalta que o mundo contemporâneo, cansado de ideologias e de abusos de poder, busca ansiosamente por testemunhas de uma autoridade que se faz dom.
A autoridade pastoral e o espírito de serviço são as ferramentas mais poderosas para a nova evangelização, pois quebram as barreiras do preconceito e abrem as portas para o diálogo com a cultura. O pastor torna-se um sinal de esperança em meio a uma sociedade fragmentada, oferecendo um modelo de convivência baseado no respeito e na caridade fraterna.
A formação dos futuros pastores deve enfatizar a centralidade do serviço como o único caminho para um governo eclesial frutuoso
O zelo pelas estruturas da Igreja deve estar sempre subordinado ao zelo pelas pessoas que as compõem. Ao vivermos a autoridade pastoral e o espírito de serviço com integridade, garantimos que a Igreja continue a ser a casa da misericórdia e a escola da santidade. Que a vida de cada sacerdote seja um hino à generosidade de Deus, inspirando todos os batizados a também colocarem os seus talentos a serviço do Reino, para que a alegria do Evangelho chegue a todos os confins da terra.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez